Os Primeiros Jornais do Brasil

Posted in Imagens e Letras on abril 18, 2011 by olavosaldanha

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Por causa da censura e da proibição de tipografias na colônia, impostas pela Coroa Portuguesa, o Brasil tardou a conhecer a imprensa. Data de 10 de Maio de 1747 a ordem régia de D. João V, executando o seqüestro de todas as letras de imprensa que se encontrassem no Brasil. Somente em 1808 é que surgem os dois primeiros jornais brasileiros. Em junho, o Correio Braziliense, editado e impresso em Londres pelo exilado Hipólito da Costa e em setembro do mesmo ano, a Gazeta do Rio de Janeiro.

A ironia da história é que, nem o Correio Braziliense é propriamente brasileiro e nem a Gazeta do Rio de Janeiro é propriamente imprensa. O Correio Braziliense foi fundado em Londres, e ali editado durante todos os 14 anos de sua existência, pelo brasileiro exilado Hipólito da Costa, que fazia praticamente sozinho uma publicação de até 150 páginas. Através desse veículo, remetido clandestinamente para o Brasil, Hipólito defendia idéias liberais como o fim da escravidão, dando ampla cobertura à Revolução Pernambucana de 1817 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que originaram a Independência do Brasil. Para fazer oposição a este periódico, a coroa portuguesa, ainda no Rio de Janeiro, patrocinou o Investigador Portuguez , em Londres, com a intenção de enfraquecer as idéias propagadas pelo Correio Braziliense.

A Gazeta do Rio de Janeiro era um jornal oficial, dedicado aos comunicados de governo e aos louvores à família real. Dos equipamentos que serviu para criar a Imprensa Régia, primeira editora plantada em terras brasileiras, saiu depois a Gazeta.

O Farol Paulistano foi o primeiro jornal impresso na então Província de São Paulo, era seu editor José da Costa Carvalho. De linha editorial liberal, foi fundado em7 de fevereiro de 1827.

No nordeste, em maio de 1811, a província da Bahia passou também a produzir seu periódico, o Idade D’Ouro do Brazil, impresso na Tipografia de Manoel Antônio da Silva Serva. A partir dos anos 1920 surgiram publicações como o Diário do Governo do Ceará em Abril de 1824 e em setembro de 1832 o primeiro número de O Natalense, o primeiro jornal do Rio Grande do Norte, que era impresso no Maranhão, pernambuco ou Ceará, porque não havia prelo na provincia.

Na área de jornais específicos, por exemplo, O Patriota, redigido por Manuel Ferreira Araújo Guimarães na capital, foi o primeiro periódico brasileiro a publicar artigos literários, políticos e mercantis. O sexo feminino foi um dos primeiros periódicos a advogar pelo sufrágio feminino.

Começo a exposição com a imagem do primeiro jornal do mundo, denominado Aller Fürnemmen und Gedenckwürdigen Historien (Algo como “A Coleção de todas as Histórias”), reconhecido pela Associação Mundial de Jornais como o primeiro jornal do mundo, e a imagem do decreto de instalação da “Impressão Régia”, de 13 de maio de 1808. Ainda, no final, A Gazeta, o primeiro jornal em português, fundado em 1641, em Lisboa.

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Referências de pesquisa: Arquivo Público do estado de São Paulo. Fundação Biblioteca Nacional. Livro “História da imprensa no Brasil” , págs. 105 a 109, Por Nelson Werneck Sodré. Museu da Comunicação. Livro “História da cidade do Natal”, págs. 300 e 317, de Luiz da Câmara Cascudo.Site da Biblioteca Nacional. Site tipografos. Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro, págs 437 e 438. Correio braziliense, ou, Armazém literário, Volume 1 Por Hipólito José da Costa. Biblioteca Nacional de Portuugal.

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O design de James White

Posted in Imagens e Letras with tags , , , on abril 6, 2011 by olavosaldanha

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James White perseguiu o design desde a mais tenra idade, em 1995 entrou para o programa de design gráfico da New Scotia Community College, em Truro. Depois, em 1997, em tecnologia interativa também no mesmo colégio.

Em 1998, entrou para a indústria da web em franca expansão. Passou doze anos trabalhando para empresas e profissionais de web design e impressão, adquirindo, portanto, experiência através de uma ampla variedade de projetos e clientes, grandes e pequenos.

Enquanto buscava um estilo próprio, criou o Signalnoise, seu espaço de exposição, um canal global de arte para a difusão, processos e informações técnicas. Acabou se transformou em uma loja online onde também vende seus cartazes para pessoas de todo o mundo.

A arte e ambições de design de James White o levou a muitas publicações, tais como a revista Computer Arts, Computer Arts Projects, a revista Advanced Photoshop e a revista Wired Platinum.

Abaixo o belíssimo design luminoso junta-se aos cartazes que James criou para toda a temporada de Formula 1 em 2011.

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A Arte de Alphonse Mucha

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , , on março 10, 2011 by olavosaldanha

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Le Salon des Cent foi o nome de uma série de 43 exposições de arte em Paris entre 1894 e 1900, limitado a 100 artistas, e organizada pela revista La Plume. Alguns desses artistas se tornaram muito famosos. Dalí saiu nomes como Henri de Toulouse-Lautrec, Georges de Feure e o grande Alphonse Mucha.

Alphonse Mucha foi um pintor da Morávia, República Tcheca, do final do século 19 e início do século 20 e uma figura chave no movimento Art Nouveau. Sua arte influenciou toda uma geração de pintores. Antes da fama, Mucha, que estudava na dependência de mantenedores, ficou à deriva em parís, sem dinheiro e sem perspectivas. Nestes tempos difíceis desenvolveu seu estilo e em janeiro de 1895 apresentou-o aos cidadãos quando criou um cartaz para Sarah Bernhardt, conhecida como a mais famosa atriz da história, para a peça Gismonda. Sarah assinou um contrato de seis anos para criação de seus cartazes, cenários e figurinos. Mucha foi um sucesso imediato.

Sua fama se espalhou ao redor do mundo e as várias viagens à América resultaram em capas e ilustrações em uma variedade enorme de revistas americanas. No final da década, ele estava preparado para começar o que ele considerava o trabalho da sua vida, o “The Slav Epic“, uma série de grandes pinturas narrando acontecimentos importantes da nação eslava. Vinte telas foram criadas e apresentadas para a cidade de Praga em 1928. Cobrindo a história dos povos eslavos da pré-história ao século XIX. As telas foram apresentadas na Europa e na América, e fez grande sucesso. Quando os alemães invadiram a Tchecoslováquia, ele ainda era influente o suficiente ser uma das primeiras pessoas que prenderam. Ele voltou para casa depois de uma sessão de interrogatório da Gestapo e morreu pouco depois em 14 de julho de 1939.

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A História das Revistas de Cinema

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , , , , , on fevereiro 25, 2011 by olavosaldanha

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As revistas de cinema foram inicialmente concebidas como instrumento publicitário direto dos setores de exibição e distribuição. Só depois é que nasceram projetos editoriais populares, com um teor mais jornalístico.

A Motion Picture Story Magazine foi a primeira publicação popular cinematográfica dos Estados Unidos, ela mudou definitivamente o perfil do setor. O dilúvio de periódicos que surgiu depois ajudou a criar o glamour das estrelas de Hollywood, a promover as suas bases de fãs, a promover os novos filmes dos estúdios e a esculpir a mitologia da história do cinema. A capa da primeira edição, de fevereiro de 1911, não apresentava uma estrela de cinema, mas o homem mais influente de todo o negócio na época, o inventor Thomas Edison, o homem que lançou a indústria do cinema com seu Kinetescope.

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No Brasil, havia algumas literaturas, porém, dentro ambiente cinematográfico. Só depois, com a formação de companhias como a Companhia Cinematográfica Brasileira, em 1911, é que foi incorporada a revista de cinema como instrumento de uma economia cinematográfica.

A Scena Muda, lançada em 1921, foi a primeira revista de cinema realmente popular editada no Brasil e reproduzia basicamente o material estrangeiro. A história das revistas de cinema no nosso país ainda é minimamente preservada e pouquíssima estudada. Abaixo, uma exposição de revistas de cinema de vários países.

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A Saga dos Vampiros

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , , , , , , , , on setembro 20, 2010 by olavosaldanha

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Drácula é muitas vezes lembrado como o romance de vampiros definitivo. Embora Bran Stoker tenha escrito vários romances e contos, ele é lembrado hoje como o autor do best-seller. Foi traduzido para dezenas de línguas, inspirou uma infinidade de outros escritores e foi adaptado para o teatro e cinema, incluindo a primeira versão, Nosferatu (1922), estrelado por Max Schreck. Drácula ainda é muito lido e permanece nos dias de hoje.

No entanto, o Drácula oriundo do Sudeste da Europa não foi o mito do vampiro em primeiro lugar; culturas, tais como os mesopotâmios, hebreus e os romanos, sempre tiveram contos de demônios e espíritos que bebiam sangue.

Não há como não encontrar na lista dos livros mais vendidos ou dos filmes mais vistos da atualidade, uma reconstrução do universo vampiresco. O tema vende como água. Há uma lista infindável de filmes, desde Nosferatu (1922) de Friedrich Wilhelm à A Saga Crepúsculo de David Slade, este adaptado dos livros de Stephenie Meyer. Também uma infinidade de livros, desde Drácula (1897) de Bram Stoker aos Best-sellers de Anne Rice e também Stephenie Meyer.

Para os aficionados no gênero, preparei uma verdadeira viagem através de cartazes de filmes vampirescos. Desde os mais antigos até hoje.

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Pin-up – A Garota do Calendário

Posted in Imagens e Letras with tags , , on abril 19, 2010 by olavosaldanha


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eles têm animado gerações de homens. Fez os soldados americanos da segunda guerra mundial sonharem em pleno campo de batalha. O que começou como um exercício de óleos logo foi tomando rumos diferentes, alcançando as fuselagens das máquinas dos combatentes e tornando-se uma característica essencial do mundo masculino de garagens e casernas.

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Falar sobre as pin-ups é voltar ao fim do século 19, época em que o teatro de revista transformava dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros. Em Paris, dois artistas, Alphonso Mucha e Jules Cheret, criaram as primeiras imagens de mulheres em poses sensuais para pôsteres, com trabalhos marcados pela presença de contornos e detalhes. A arte dos pôsteres virou escola e influenciou artistas até as primeiras décadas do início do século 20, quando os calendários também passaram a trazer desenhos de mulheres com silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época. E é justamente a partir do ato de pendurar ilustrações nas paredes que o nome pin-up (em inglês, pin up) surgiu.

 

Foi na década de 40, contudo, que as pin-up girls (ou “garotas penduradas”) viveram o auge do sucesso. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva e ser fotografada nua, atentado ao pudor, lápis e tinta davam forma a essas mulheres, carinhosamente chamadas de “armas secretas” pelos soldados americanos – na Segunda Guerra Mundial, elas serviam de alívio para os pracinhas que arriscavam a vida nos campos de batalha. Betty Grable foi uma das mais populares dentre as primeiras “pin-ups”. Um de seus posters tornou-se onipresente nos armários destes soldados.

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O conceito das garotas pin-up era bastante claro: eram sensuais e ao mesmo tempo inocentes. A verdadeira pin-up jamais poderia ser vulgar ou oferecida, apenas convidativa. Asseguradas pelos traços sofisticados vindos da art-nouveau, elas vestiam peças de roupa que deixavam sutilmente à mostra suntuosas pernas e definidas cinturas. Era o bastante para alimentar a fantasia dos marmanjos. Das ilustrações de papel, as pin-ups logo ganharam vida ao serem encarnadas por atrizes como Betty Grable e Marilyn Monroe, ou fotografadas por modelos voluptuosas como Bettie Page, também chamada de “rainha das curvas”.

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A partir dos anos 70, a indústria do sexo passou a desmanchar a aura misteriosa dessas mulheres, graças a filmes pornográficos e revistas de nu feminino. O Imagens e Letras trás para o leitor um apanhado em três galerias que mostra como o mundo masculino da época suspirava pela beleza feminina.

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Quentin Tarantino

Posted in Imagens e Letras with tags , , on fevereiro 26, 2010 by olavosaldanha


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O designer e diretor de arte canadense Ibraheem Youssef, criou uma série de pôsteres inspirados nos filmes de Quentin Tarantino. São 7 cartazes reestilizados, mas que estão impregnados de um certo teor vintage. Veja os cartazes originais dos filmes e as recriações de Ibraheem. Para apresentar melhor o homenageado aos leitores publico o cartaz de uma das performances polêmicas dele, o Grindhouse. Tarantino sempre foi controverso, e não adianta apontar falhas, até os erros funcionam e tornam-se fundamentais na sua obra. É um estilo. Estilo que desta vez o colocou na ponta de todas as indicações aos prêmios da cinematografia. É um diretor que tanto pode ter um filme em cartaz num pulgueiro de um bairro pobre quanto na mais luxuosa e moderna sala de cinema.

Experiências que só gênios como Tarantino proporcionam podem se vistas em Grindhouse. Um filme que remete a uma categoria da indústria cinematográfica americana (agora já não existe) especializada em filmes B. Apresenta riscos na imagem e diálogos cortados, recriando a sensação de que a cópia do filme é gasta e mal cuidada, e esta era uma característica tipicamente Grindhouse. O assunto dos filmes desta categoria era dominado pelo sexo explícito, violência e conteúdos bizarros (kung-fu, spaghetti western, terror, entre outros). Acho que a maioria das antigas salas de cinema no Brasil que passavam estes filmes são hoje templos evangélicos.

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Psychodelic Art

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O designer e diretor de arte canadense Ibraheem Youssef, criou uma série de pôsteres inspirados nos filmes de Quentin Tarantino. São 7 cartazes reestilizados, mas que estão impregnados de um certo teor vintage. Veja os cartazes originais dos filmes e as recriações de Ibraheem. Para apresentar melhor o homenageado aos leitores publico o cartaz de uma das performances polêmicas dele, o Grindhouse. Tarantino sempre foi controverso, e não adianta apontar falhas, até os erros funcionam e tornam-se fundamentais na sua obra. É um estilo. Estilo que desta vez o colocou na ponta de todas as indicações aos prêmios da cinematografia. É um diretor que tanto pode ter um filme em cartaz num pulgueiro de um bairro pobre quanto na mais luxuosa e moderna sala de cinema.

Experiências que só gênios como Tarantino proporcionam podem se vistas em Grindhouse. Um filme que remete a uma categoria da indústria cinematográfica americana (agora já não existe) especializada em filmes B. Apresenta riscos na imagem e diálogos cortados, recriando a sensação de que a cópia do filme é gasta e mal cuidada, e esta era uma característica tipicamente Grindhouse. O assunto dos filmes desta categoria era dominado pelo sexo explícito, violência e conteúdos bizarros (kung-fu, spaghetti western, terror, entre outros). Acho que a maioria das antigas salas de cinema no Brasil que passavam estes filmes são hoje templos evangélicos.

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